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terça-feira, 14 de julho de 2015

ESPECIAL QUADRINHOS: Entrevista Nick Seluk The Awkward Yeti







Nick Seluk, 33 anos, cartunista



The Awkward Yeti, são as vivências de Lars o yeti e suas experiências diárias bizarras no trabalho, vida social e até nos encontros românticos. O spinoff popular Heart and Brain, ditam o diálogo interior entre o Cérebro cínico e influenciado pela sociedade, e o Coração impulsivo e otimista. Juntos, estes três são metaforicamente inspiraos no conceito de Id (Coração), Ego (Lars) e Superego (Cérebro).

 
Contato:
theawkwardyeti.com
facebook.com/awkwardyeti
@theawkwardyeti
 
1.               Como e quando você começou a se interessar pelas HQs?


Eu sempre adorei desenhar, desde que era criança nos anos 80. Eu criava tirinhas para meus amigos na escola, desenhei quadrinhos nas margens dos cadernos na faculdade e fui freelancer também, além de entrar em concursos de estampas de camisetas. Mas só em 2012 que eu criei o Awkward Yeti.
 
2.               Lembra qual foi o primeiro quadrinho que te cativou?

Eu cresci lendo tirinhas de jornal como Calvin e HAroldo, Far Side, Foxtror, Dilbert, Garfield e muitos outros. Assistia Simpsons também. Eles chamaram minha atenção por eu gostar de sesenhar desde muito jovem. Depois de muito tempo descobri que meu avô (que morreu quando eu tinha uns 5 anos) era um cartunista.
 
3.               Como os quadrinhos influenciaram sua vida?

Quadrinhos sempre ofereceram conceitos grandes de forma simples e acessível. Eu descobri que muito do que é verdade no mundo era dito por quadrinhos, antes mesmo de ser velho o suficiente para entender isso. Charlie Brown e Calvin e Haroldo tem muita profundidade que provavelmente ajudaram a desenvolver meu senso de empatia.

 
4.               Na hora de ler, qual gênero de HQ prefere?

Eu amo HQs com humor simples e complexo, leio um grande número de webcomics todos os dias. Também curto uma grande variedade de quadrinhos, incluindo coisas psicológicas.


 
5.               Qual seu quadrinho favorito? Por quê?



Tem muitas HQs que eu amo, mas uma que sempre me chama a atenção é Jimmy Corrigan: The Smartest Kid on Earth, de Chris Ware (A criança mais esperta do mundo). A estória vai de um realismo tedioso com o qual eu me sinto estrahamente conectado, a arte é incrível. Não se parece com nada do que eu poderia fazer, e eu amo sem entender o motivo.





6.               Como surgiu o Yeti?

Eu pintei este personagem alguns anos atrás, quando decidi fazer um livro infantil e ia usá-lo como personagem principal. ara mim, ele parecia um Yeti que não se encaixava no mundo, e essa foi a faísca apra a webcomic também.

7.               Por que órgãos?

Os órgãos se desenvolveram, bem, organicamente. Eu estudei psicologia e achei que fosse interessante colocar o Cérebro no diálogo interior do Lars. Depois de algumas tirinhas, que as pessoas pareceram gostar, eu decidi fazer o Coração impulsivo, que seria um contraste em uma HQ especial. Juntos, Coração e Cérebro deram certo com o público e comigo, então dei continuidade. Os outros órgãos entraram naturalmente.

8.               Onde busca inspiração para criar?


Minha inspiração vem do meu diálogo pessoal - as vezes Coração é a parte de mim que quer sair da rotina. Também tenho inspiração da minha esposa, amigos e filhos, usando situações cotidianas como base nas minhas HQs.

9.               Na hora de trabalhar/criar, tem alguma mania?


Geralmente bebo muito café e ouço música. Ás vezes uma música específica quando acho que vai ajudar. Por exemplom desenhando Coração e Cérebro em um museu eu ouço música clássica, quando desenhando o Coração como um baterista dos anos 80, ouço bandas da época.
 
10.               Existe algum tema que se recusaria a usar nos seus trabalhos? Por quê?




Não, mas eu tendo a ficar longe de temas como política e religião. Com uma pitada desses assuntos as pessoas já brigam e dizem coisas horríveis umas às outras. Isso não me interessa no momento.

11.               O que vem por aí?

O primeiro volume de Cérebro e Coração sai em outubro deste ano. Você pode encomendar em http://heartandbrain.coffee. Terá mais de 75 novas tirinhas da dupla, além de aparições de Lars, e dezenas das favoritas dos fãs.

12.            Algum recado para os leitores brasileiros?



Obrigado por lerem!



 

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Sobre livros: Awkward Yeti

Quando o cérebro quer ler e o coração entende a diversão é absolutamente incrível!
Vesícula com as pedrinhas (que dó!)
Vi a tirinha abaixo na página do Awkward Yeti que vejo sempre que posso. As situações entre o cérebro e o coração, brigando sobre coisas como gastar dinheiro em bobagens incríveis ou guardar para o futuro; cérebro acordando Yeti no meio da noite; olhos forçando o estômago a comer mais batatinhas; a visícula (tadinha) que fica toda orgulhosa por fazer pedrinhas. Ai de nós!

Awkward Yeti tem um jeito legal de mostrar situações do dia a dia que poderiam muito bem estar acontecendo em nossos corpos com ótimo humor! Vão lançar livro em outubro. EU QUERO!!!!


A tirinha foi esta, fiz uma tradução só para facilitar o mundo.


Awkward Yeti (traduzida)
Muitas vezes achamos que ler é só pegar o calhamaço de papel e enfiar matéria na cabeça. Até é bem chata quando precisamos fazer por obrigação ou estudo. Livros técnicos são realmente enfadonhos! Infelizmente necessários para uma carreira melhor. Mas conheço algumas pessoas que leriam um livro de física quântica ou matemática por pura paixão pela matéria. Não sou assim, embora já tenha feito isso com alguns técnicos.

Mas quando achamos um livro que gostamos, podemos ter tanto prazer com ele. Alguém nunca encontrou um livro que gostava? 
Já dizia o querido Professor Pier em suas palestras "Não gostou? Troca. Não gostou? Troca! E vai trocando até achar um que você goste e te prenda!" Vai deixar saudades, mas os ensinamentos ficam em nossas mentes e corações.
Um dia você acaba percebendo que gosta mais de romance do que de ficção científica, ou de policial, ou quem sabe até de HQs... Mas você só irá conseguir definir o que gosta realmente, se der chance para um determinado estilo e autor.
Essa foi a Surya que fez pra mim!
Vai que gosta de Agatha Christie ou Arthur Conan Doyle, mas ao mesmo tempo não se deixa arriscar um Harlan Coben? Vai que algum nacional te fisga pelo estilo também? Temos tantos bons! Além dos clássicos (obrigatórios nas escolas e muitas vezes por isso chatos!), que tal experimentar algum contemporâneo? Tem tantos ótimos por aí! E grande parte deles são acessíveis, e-mails ou facebook ajuda muito nisso! Eu vivo tirando dúvidas ou palpitando em livros alheios!

Então pegue algo que atraia! Vai ser estranho estar na rua lendo "50 tons de cinza"? Compre uma daquelas capinhas para livros que o mundo não te atormentará mais! Vale a pena tentar. Se comprar o livro e não se gostar passe para frente, doe, troque, esqueça em algum lugar para outras pessoas. Ou pegue em uma biblioteca, compre a versão digital, pegue emprestado de alguém... Opções não faltam!


Bora ler?