quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Livros para o Dia Nacional do Fusca

 


            O Fusca é um prodígio, e também um paradoxo. Nos tempos atuais têm aparecido cada vez mais em eventos, sendo personalizado de todas as formas possíveis, ou mesmo parecendo ter saído da concessionária ontem, estes últimos sendo originais ou restaurados.

            Histórias e mais histórias têm sido escritas a seu respeito, e também de seus derivados. Lógico que estou falando de Onde Kombi Alguma Jamais Esteve, do nosso grande amigo Gilson Cunha! E também do universo de fantasia, folclore e terror deste que vos escreve, Vó Nena e os Caçadores (confira lá no Escritor com R).

            O carrinho mais amado do mundo tem feito todo esse sucesso mesmo depois de 36 anos da última unidade fabricada no Brasil, em 1986 (ou 26 anos desde 1996, quando saiu o último da série Itamar). Nesse ponto, aliás, os mexicanos tiveram mais sorte, pois lá o último Fusca saiu em 2003. Naturalmente aqui falo somente do Besouro clássico, refrigerado a ar, e não as releituras mais modernas.

            E ele é um paradoxo pois foi originalmente encomendado ao genial engenheiro austríaco Ferdinand Porsche por um dos maiores monstros que a humanidade já teve o colossal desprazer de conhecer. O doutor Porsche (03/09/1875 – 30/01/1951) foi um excepcional autodidata que depois recebeu suas qualificações em honoris causa. Embora somente em meados dos anos 1930 tenha recebido a incumbência de projetar o Volkswagen (Carro do Povo em alemão) ele já pensava naquela ideia havia muito tempo. E o que viria a se tornar o Fusca nem sequer foi o primeiro carro a ser chamado de Volkswagen, o que os leitores poderão conferir em um dos livros que iremos apresentar a seguir.

            Pois, aproveitando que hoje é o Dia Nacional do Fusca (o primeiro exemplar brasileiro saiu da linha de montagem da fábrica em São Bernardo do Campo em 20 de janeiro de 1959), vamos apresentar algumas obras que têm o carrinho como seu grande protagonista.

            Antes, devem se lembrar de outro livro sobre o Fusca que já resenhamos aqui, Rallye Volta da América 1978 2008. E nestes dias apresentei em meu perfil no Instagram, @renatoa.azevedo, uma série de postagens sobre estes mesmos livros, mas que aqui, naturalmente, serão mais detalhadas. Vamos então ligar o motor e percorrer esses caminhos literários!

 

 

Memórias de um Fusca, de Orígenes Lessa, Editora Ediouro e Global

 

            Classificado como infanto-juvenil, Memórias de um Fusca foi um dos primeiros livros que li, e ainda guardo carinhosamente o mesmo exemplar de sua 11º edição. Orígenes Lessa (12/07/1903 – 13/07/1986) foi jornalista, escritor e teve muitas outras ocupações, além de ser Imortal da Academia Brasileira de Letras. E agora, reparando bem, nos deixou quase simultaneamente ao Fusca da primeira produção brasileira!

            E foi também um herói, participando da Revolução Constitucionalista de 1932, e escrevendo na prisão da Ilha Grande, RJ, Não há de Ser Nada, sobre a Revolução, e Ilha Grande, Jornal de um Prisioneiro de Guerra.

            Memórias de um Fusca é narrado, sem surpresas, por um Fusca, indo desde sua saída cheio de esperanças da linha de montagem, a viagem sobre cegonheira, ou caminhão de transporte, até a concessionária onde foi comprado por Genésio Pimenta. O Fusca logo constata que “seu cabeludo”, como o chama, é um motorista irresponsável e paquerador, capaz das maiores bobagens quando está tentando conquistar alguma garota bonita.

            O Fusca narra suas aventuras e desventuras para os amigos que dividem com ele a garagem do prédio, um Galaxie, um Corcel, um DKW e muitos outros. E nutre uma paixão por uma Belina, seu grande apoio nos momentos de maior amargor. Sim, pois Memórias de um Fusca, mesmo repleto de bom humor, também transmite ao leitor muito sarcasmo e aquele sentimento agridoce, especialmente quando o Fusca constata que ele e os outros carros, a automobilidade como se qualificam, não passam de servos da humanidade.

            O carrinho questiona como os humanos, tendo já realizado tanto, e nisso ele inclui a aeronáutica, as viagens espaciais (confessa um pouco de inveja de seu parente distante, o jipe lunar também conhecido como Lunar Rover) e os próprios automóveis (que naturalmente o Fusca considera uma das maiores realizações da humanidade) ainda cometam tantos atos estúpidos como as guerras, ou desrespeitar as normas de trânsito. E ele não poupa ninguém, dizendo que tanto pedestres que não atravessam na faixa quanto motoristas imprudentes e que não fazem a manutenção adequada em seus veículos são igualmente culpados.

            Em meio a tantas aventuras acontece até mesmo a mais radical de todas: Pimenta deixa o Fusca estacionado com a chave no contato, e ele é roubado! Ao mesmo tempo que confessa a emoção da nova vida e a admiração pelo ladrão, que dirige muito melhor que seu dono e o trata melhor que Genésio, sofre com os crimes e com o final mais que previsível da quadrilha da qual virou instrumento.

            No retorno ao seu proprietário o Fusca prossegue narrando suas aventuras para os amigos e a paixão, a Belina, incluindo até mesmo viagens para Brasília, São Paulo e Lençóis Paulista, cidade natal do autor (nós, escritores, adoramos fazer essas referências) e que tem uma magnífica biblioteca com seu nome, sendo reconhecida como Cidade do Livro. Até que um evento muito grave muda sua vida. E o Fusca segue rodando, sempre muito filosófico, e aguardando o ansiado tempo em que a automobilidade conquistará a independência e poderá, enfim, levar a humanidade a um grau mais elevado de entendimento sobre a vida.

            Memórias de um Fusca tem uma edição mais recente publicada pela Global Editora, com ilustrações do quadrinista Spacca.


Clássicos do Brasil – Fusca, de Paulo Cesar Sandler, Editora Alaúde

 

 

            A Alaúde tem uma ampla gama de livros sobre automobilismo, e a coleção Clássicos do Brasil tem vários volumes destacando alguns dos mais conhecidos e icônicos carros já produzidos em nosso país. O do Fusca, claro, é um dos de maior sucesso!

            O livro narra de forma concisa, mas completa, a trajetória do Volkswagen desde sua criação por Ferdinand Porsche, na Alemanha dos anos 1930. Muitas das inspirações para elementos que o engenheiro austríaco veio a acrescentar à sua maior criação vieram de outros gênios da indústria automobilística. Destaque vai para Joseph Ganz, que desde meados dos anos 1920 vinha defendendo a produção de carros mais baratos e populares. Em 1928, escrevendo na revista Motor-Kritik, defendeu que esse modelo deveria ter motor traseiro refrigerado a ar, suspensões independentes, chassi de tubo central e carroceria aerodinâmica. Parece familiar?

            Em 1932 uma fábrica alemã, a Standard Fahrzeugfabrik, entrou em contato com Ganz e, sob sua orientação, produziu o Standard Superior, nada menos que o primeiro carro a ser chamado de Volkswagen.

            Essa foi somente uma das inspirações de Porsche, que depois da encomenda oficial produziu vários protótipos que, em 1937, percorreram 2 milhões de quilômetros em testes. Em 1938 já era exibido o formato familiar do Fusca que conhecemos, mas veio a Segunda Guerra Mundial, e a fábrica da Volkswagen só voltou a produzir automóveis após o término do conflito, comandada por oficiais ingleses.

            O sucesso foi imediato, e na década após a guerra o Fusca conquistou o mundo. Chegou aqui em 1950 quando, em 17 de novembro, o primeiro exemplar foi vendido em nosso país, ainda importado pela empresa Brasmotor. A fabricação local só teve início em janeiro de 1959 e detalhe, depois da Kombi, que já tinha produção brasileira desde setembro de 1957.

            Clássicos do Brasil – Fusca narra a evolução dos modelos brasileiros, curiosidades, o término da produção em 1986 e a retomada entre 1993 e 1996 incentivada pelo então presidente Itamar Franco, e vários outros detalhes. Leitura rápida e muito informativa.

 

Porsche - O homem, o mito, o carro, de Paulo Cesar Sandler, Editora Alaúde

 

 

            Neste livro fabuloso a história da concepção e produção do Fusca, com suas incríveis coincidências, idas, vindas e viradas do destino, ainda ocupa um bom pedaço da narrativa. O grande diferencial da obra, de novo de autoria de Paulo Cesar Sandler, é o extraordinário processo de investigação e pesquisa que se revela nítido a cada página.

            A história começa com o estabelecimento dos ancestrais de Ferdinand Porsche na região que hoje é a República Tcheca, Império Austro-Húngaro na época do nascimento do futuro gênio. Ainda no final do século XIX Porsche se tornou uma celebridade ao trabalhar com Lohner, fabricante oficial de carruagens da realeza austro-húngara, e que logo passou a fabricar automóveis. A grande ideia de Porsche foi utilizar motores elétricos nas rodas, alimentados por um gerador que por sua vez funcionava acoplado a um motor a combustão interna. Ou seja, em 1900 o grande gênio da mecânica já havia produzido um carro híbrido! O Audi RS Q que correu o Rali Dakar neste ano tem exatamente o mesmo esquema elétrico e mecânico!

            Aconteceu a Primeira Guerra Mundial, e Porsche passou boa parte da década seguinte trabalhando para diversas empresas alemãs. Uma das curiosidades sobre sua carreira foi o fato de a Daimler-Benz (aquela dos carros Mercedes) ter encomendado um motor para uma moto. Porsche se inspirou em um motor aeronáutico de 1912, e saiu uma unidade de dois cilindros opostos e refrigerada a ar. A Daimler acabou desistindo e vendendo o projeto para a BMW, que em 1923 lançou a moto R32. Até hoje a linha R mantém a mesma arquitetura, semelhante a do Fusca.

            Porsche experimentou várias crises na difícil época, e em 25 de janeiro de 1931 inaugurou em Berlim seu escritório de projetos. De novo atendendo a diversas companhias, outro dos destaques entre seus projetos resultou no impressionante Auto Union Tipo C, um carro de corrida lançado em 1936 com motor entre-eixos de 16 cilindros, capaz de superar facilmente os 300 km/h. Vem daí o DNA de competição do Fusca, que fez muito sucesso em corridas inclusive aqui no Brasil, com os “pinicos atômicos” da saudosa Divisão 3 preparados até atingirem 160 HP, praticamente o triplo da potência original, e passarem fácil de 200 km/h. Tudo isso nos anos dourados do automobilismo brasileiro dos anos 1960 e 1970.

            A autoridade esportiva na época havia proposto que os carros de Grande Prêmio (a Fórmula 1 da época) pesassem no máximo 750 kg, acreditando que ninguém conseguiria produzir motores muito potentes. Tolinhos... A Mercedes igualmente fez carros incrivelmente potentes, e os alemães dominaram o circuito de corridas até o início da Segunda Guerra Mundial.

            Comentando rapidamente ainda no assunto das corridas, a Porsche venceu o Rali Dakar em 1984 com o 911 (lançado em 1964 e fabricado até hoje, inspirado no 356, que foi inspirado no Fusca) e em 1986 com seu derivado 959 (“só” 250 km/h no deserto está bom?), usando a mesma arquitetura de motor traseiro refrigerado a ar (mas com seis cilindros ao invés de quatro) e tração nas 4 rodas. E em 1979 a glória máxima: a quinta vitória da marca nas 24 Horas de Le Mans veio com um 935, outro derivado do 911 para as corridas. E de novo, com a mesma arquitetura e formato básico do Fusca!

            Veio a encomenda do Carro do Povo, e nesses capítulos o livro detalha as ideias de vários outros engenheiros e projetistas que inspiraram Porsche. A guerra veio impedir que o Volkswagen chegasse aos motoristas alemães, mas a partir do Fusca foram criados veículos militares como o Kübelwagen (um jipe que pode ser visto, entre outros, em Indiana Jones e a Última Cruzada de 1989, e em Caçadores de Obras-Primas de 2014), e o Schwimmwagen, uma versão anfíbia.

            Ferdinand e seu filho Ferry foram tomados prisioneiros de guerra pelos franceses, mas eventualmente libertados. Enquanto isso, os ingleses se incumbiram em reativar a produção do Volkswagen, sob o comando do economista Leslie Barber e dos coronéis Michael McEvoy e Charles Radclyffe. Eles orientaram o major Ivan Hirst a administrar a fábrica, que por fim indicou o alemão Heinrich Nordhoff para comandar os trabalhos. Nordhoff foi presidente da Volkswagen até meados dos anos 1960, e um dos principais responsáveis pelo sucesso mundial do Fusca.

            Após serem libertados, Ferdinand e Ferry Porsche continuaram ligados à indústria que conceberam, e tomaram a decisão de criar sua própria marca. A base ainda era a do Fusca, mas pela primeira vez o nome Porsche surgiu em um carro, um derivado esporte e de dois lugares do Volkswagen. Foi batizado como 356, e foi o início da marca de carros esporte mundialmente famosa, com inúmeras vitórias nas mais diversas pistas e categorias pelo mundo todo.

            O livro de Paulo Cesar Sandler traça um panorama impressionante e quase inacreditável da trajetória de Ferdinand Porsche, direto responsável pela criação de duas das mais importantes marcas da indústria automobilística mundial. Uma história apaixonante, com várias derrotas mas também de muitas vitórias.

 

O Grande Livro do Fusca, da Editora Online

 

 

            O que são as bananinhas? Qual era o tipo de volante que equipava um Fusca 1959? Por que os Fuscas que têm duas janelinhas na parte de trás são conhecidos por dois nomes diferentes, a depender do ano de produção? Por que seu derivado, o VW 1600 4 Portas, ficou conhecido como Zé do Caixão? Qual o motivo da versão com teto solar, imenso sucesso na Europa, ter sido um fracasso de vendas aqui?

            Além dessas, inúmeras outras perguntas a respeito do Besouro são respondidas nessa autêntica enciclopédia em 10 fascículos. Falando nisso, o Brasil, com Fusca, é um dos poucos países onde o apelido do carrinho não se relaciona a besouro. Até na Alemanha ele é conhecido como Käfer, em Portugal Carocha, na Inglaterra e Estados Unidos é chamado de Bug...

            O grande volume contém textos narrando a história da criação, produção e comercialização do Fusca no mundo, e as páginas ainda apresentam, com riqueza de detalhes e fotos, a evolução dos modelos. Cada artigo traz uma linha do tempo com as inovações introduzidas durante a produção, as cores disponíveis para cada versão, e muito mais.

            Os derivados, com destaque para o primeiro deles, a Kombi. Depois veio a família Tipo 3 na Alemanha, remotamente similar aos nossos Zé do Caixão, Variant e TL. O Karmann-Ghia, que veio antes destes. Os primeiros exclusivamente brasileiros, o esportivo SP-2, ainda hoje considerado o Volkswagen mais bonito de todos os tempos, e a popular Brasília.

            A Alemanha concentrou no início dos anos 1970 a produção dos avançados 1302 e 1303, que tinham uma frente diferente com nova suspensão (e o último um para-brisa curvo muito maior). Por sinal, sabiam que em 1965 o Fusca europeu ganhou vidros maiores e para-brisa ligeiramente curvo, inovações que nunca chegaram ao brasileiro? Em compensação tivemos o Fusca mais esportivo de todos, o 1600 S conhecido como Super-Fuscão ou Bizorrão, hoje disputado quase à tapa pelos colecionadores.

            As séries especiais, o final da produção brasileira em 1986, a retomada entre 1993 e 1996 com a já mencionada Série Itamar, as divertidas e inteligentes propagandas, e até um completo guia para restauração de um Fusca de qualquer ano são somente alguns dos destaques do farto e completo material. Se já é fã do carrinho vai ficar ainda mais depois de ler esse livro.

 

Renato A. Azevedo, 13 de janeiro de 2022









domingo, 17 de outubro de 2021

SPACE ADVENTURE

 



 

A exposição iniciada no dia 26/8 vai até 26/10 no estacionamento do shopping Eldorado. Finalmente fomos no dia 11/10 com o casal de amigos Moriama e Denise – belo presente de dia das crianças antecipado. Com horário marcado, a expo abre as portas a cada 20 minutos para controlar a quantidade de pessoas nos seus 2.600m². Nosso amigo tem um canal no youtube onde fala da expo e mostra, no vídeo abaixo, como foi nossa visita.

 


            A Space Adventure conta com mais de 300 itens originais da NASA (alguns até autografados) e 20 réplicas, incluindo os módulos de comando e lunar, além do Lunar Rover, o jipe lunar, este em tamanho natural.

 



            Logo no começo, somos recebidos em uma sala para assistirmos ao filme abaixo ao belo som de “Rocket Man” de Elton John.



 

Chegamos então a um corredor no qual o primeiro item é um modelo do foguete V2, o primeiro grande foguete bem sucedido. Seu primeiro voo foi em 1942 sendo depois utilizado como arma pela Alemanha. Por sinal o V quer dizer Vergeltungswaffe 2 (ou seja “Arma de Vingança 2”). Após a guerra EUA e URSS utilizaram o V2 no início de seus programas espaciais.

 


            Ao longo do corredor estão expostas várias imagens dos astronautas e cosmonautas pioneiros, incluindo Yuri Gagarin (primeiro homem a ir ao espaço em 12/04/1961), Valentina Tereshkova (primeira mulher a ir ao espaço em 16/06/1963), e os primeiros astronautas Norte Americanos conhecidos como Mercury Seven, entre outros.

 


            No pavilhão principal, entre inúmeros itens, trajes espaciais, equipamentos, alimentos e vários outros destaques. Principalmente se olhar para o teto e contemplar satélites e foguetes como Sputnik I, Explorer I, Titan II e Saturn V. Este último, o foguete que levou a humanidade à Lua também está representado por um modelo no qual se pode ver o interior de cada estágio.

 



            Entre os trajes espaciais podemos ver sua evolução desde o Projeto Mercury até a indumentária utilizada nos pousos lunares do projeto Apollo. Destaque deste último ser o utilizado por Edwin Eugene Aldrin Jr., o famoso Buzz (sim, ele que foi homenageado no nosso querido Buzz Lightyear de Toy Story).

 


            A sala seguinte era a de controle, com algumas mesas imitando a mesa central, e original da NASA, com o telefone vermelho e o cronômetro para o lançamento. Essa parte foi rápida e logo passamos para uma sala com cinema 360° e teto todo escuro. O filme começa com os preparativos do lançamento do Saturn V e acima de nós estão seus motores. 5, 4, 3, 2, 1... e sentimos o chão tremer! Estamos iniciando uma jornada à Lua!


 

 



 

            As portas se abrem e estamos na Lua. Aqui estão expostos os elementos de cada missão Apollo. Um modelo da Terra à Lua, com a trajetória que percorremos na sala anterior. O Lunar Rover, dois astronautas e a bandeira Norte Americana simulando o primeiro pouso na Lua, ao lado do Módulo Lunar. Vemos também o módulo de comando (gente, aquilo é claustrofóóóbico) e muitas informações sobre cada missão, locais de pouso, fotos e itens.

 




















            Mais ao fundo temos um modelo da Lua com pequenos módulos lunares, representando as Missões Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17. A Apollo 13, como sabem, experimentou problemas técnicos e precisou voltar para a Terra.

 

            Ao lado, vários elementos das missões lunares, incluindo uma réplica da placa deixada na Lua após o primeiro pouso em 20/07/1969. Podemos ainda contemplar uma autêntica rocha lunar que proporciona ótimas selfies, e um grande mural ao lado expõe vários jornais e revistas da época da Apollo 11. Ainda podemos conferir dois exemplares dos relógios usados pelos astronautas, do modelo Omega Speedmaster, fotos e documentos com assinaturas dos tripulantes.

 

            A última parte da exposição é a “lodjinha”, com camisetas, bonés, bottons, chaveiros, canecas e muitos outros itens à disposição.

 

            Visitar a Space Adventure foi quase a realização do sonho dessas duas crianças que vos teclam.

 

            Além do mais, já nos deixou no clima para acompanhar o vôo espacial pela Blue Origin, de William Shatner (Capitão Kirk forever!) realizado dois dias depois. Acompanhamos ao vivo pela internet, nos arrepiando a cada momento. Foi emocionante!

 

 

Aproveite para visitar a Space Adventure o quanto antes. São as últimas semanas!!! Essa visita nos lembrou as palavras do cientista russo e teórico do vôo espacial Konstantin Tsiolkovsky:

 

“A Terra é o berço da Humanidade,

mas não podemos viver sempre no berço.”




domingo, 26 de setembro de 2021

QUE FLAGRA!!!!!

SAMSUNG ROCK EXHIBITION RITA LEE

 




Que flagra! Que flagra! Que flagra!

Rita Lee tem acervo exposto em mostra cheia de surpresas no MIS, em São Paulo

 

Uma explosão de cores, de música e de alegria. Assim pode ser descrita a exposição Samsung Rock Exhibition Rita Lee realizada pela Dançar Marketing em parceria com o Ministério do Turismo por meio da Secretaria Especial da Cultura, com patrocínio máster da Samsung, patrocínio da XP e Porto Seguro e apoio UNINASSAU. A mostra sobre a maior roqueira do planeta, abre na quinta-feira (23) no MIS (Museu de Imagem e do Som), Instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo

 

 

“Sou dessas acumuladoras que não jogam fora nem papel de embrulho e barbante. Vou adorar abrir meu baú e dividir as histórias que as traquitanas contam com quem for visitar. Tenho recebido ajuda de uma turma da pesada: o grand maestro da cenografia é do meu querido Chico Spinosa, meu figurinista e carnavalesco da Vai-Vai; a direção é do meu multitalentoso Guilherme Samora e a curadoria é do meu filho João”, conta Rita.

 

“É muito emocionante. Tem uma parte dessa história que vivi com ela e tem outra que não estava aqui ainda. Então, ver essas roupas, esses momentos tomarem vida, é muito emocionante. São personagens, também, de meus sonhos e imaginação. E é a história de vida da minha mãe. E isso mexe diretamente com minha emoção”, avalia João Lee, o curador.

 

E essa mistura deu à exposição um jeito muito próprio, como conta Guilherme Samora, o diretor artístico. “Acredito que as pessoas vão se surpreender. Existe tanto acervo da Rita que o que enfrentamos nessa exposição foi justamente a edição do que ficaria de fora. Artigos preciosos e raridades não faltam. Por isso, ela foge do estilo de exposições com muitas reproduções ou essencialmente virtuais. Durante a montagem, fiquei arrepiado em diversos momentos, só de sentir o valor de cada peça, de cada sala. Tudo lá tem um motivo. E uma das grandes preciosidades é justamente ter o Chico Spinosa, que trabalhou com a Rita pela primeira vez em 1982, nessa viagem com a gente.”

 

Spinosa é um artista. Ao visitar a exposição, nada ali é fruto de um padrão, de uma forma ou de escala industrial. Tudo foi pensado, feito e readaptado para uma realidade colorida, seguindo o roteiro da direção: uma roqueira cheia de cor que chega à Terra em um disco voador. Detalhes, como uma aura de Aparecida ou das estrelas feitas à mão, assim como a recriação do palco giratório da tour 1982/1983 (ou O Circo, como ficou conhecida), tudo é feito para a mostra. Artesanal, no melhor sentido da palavra. A equipe colocou o trabalho em cada letra pintada na parede, em cada figurino que precisou ser restaurado ou em cada peruca: todas, com cores e cortes estudados.

 

Spinosa fala da emoção desse momento: “Encontrar com Rita Lee foi primordial para minha carreira. Alguns anos atrás, nos encontramos para fazer o especial ‘O Circo’, da TV Globo. Eu, paulista, chegando na Globo vindo da TV Tupi, fui fazer o figurino desse especial e foi um marco. Foi como tomar um lisérgico. Rita mudou totalmente a minha maneira de ver. Eu conheci o pop, eu fiquei encantado com a energia, com o colorido e com a estética que essa mulher tem. Nos encontramos outras vezes, em outros trabalhos: no manto de Nossa Senhora Aparecida para o Hollywood Rock de 1995, na Marca da Zorra, nas cabeças de Santa Rita de Sampa, na Erva Venenosa... hoje, com esse convite para a cenografia e o restauro dos figurinos para a exposição, tenho certeza de que Rita sempre foi o melhor do pop e o melhor de mim. Revendo toda a sua obra, me coloco de quatro a essa poetisa. A quem respeito muito. Nesse encontro, aos meus 70 anos, ela me dá energia e me faz mais criativo”.

Um dos destaques?  As manequins, com estudos de Spinosa e Samora, e feitas uma a uma por Clívia Cohen, em posições de Rita, com o rosto da artista em todas elas, com uma precisão surreal e excelente interpretação artística. 

 


A divisão das salas é temática e, em tantos casos, afetiva. E Rita tem suas preferências: “Todas as peças contam uma história diferente e engraçada. Mas o vestido de noiva que Leila Diniz usou e a bota prateada da Biba eu dou valor.  E ambos são produtos de roubo”, diverte-se Rita, ao lembrar que nunca devolveu o vestido depois de usar numa apresentação dos Mutantes e da famosa história das botas, com as quais saiu andando da butique Biba, de Londres, em 1973. Ela não só foi perdoada pela estilista Barbara Hulanicki, a criadora das botas, como ganhou dela os figurinos da tour Babilônia (1978) que também estão expostos. Assim como o piano de mais de 100 anos que era da mãe de Rita, Chesa, que foi o instrumento com o qual ela teve seu primeiro contato com a música.

 

O encontro e o amor de Rita e Roberto de Carvalho; a repressão da ditadura (Rita é a compositora mais proibida, segundo dados da época) e a prisão; a família; a causa animal e obras de arte da Rita têm destaque. Assim como estruturas criadas especialmente para a mostra, como o palco giratório, a manequim que levita, o Peter Pan que sobrevoa a entrada…

 

O estúdio é um caso à parte: terá uma experiência de áudio imersivo que utiliza a tecnologia Dolby Atmos, com projeto desenvolvido pela ANZ Immersive Audio, trazendo uma experiência sonora imersiva para a sala da exposição baseada em um estúdio. Ultrapassando a reprodução de som da maneira convencional, o áudio imersivo proporciona uma escuta similar à vida real, com sons acima, abaixo, aos lados, na diagonal, em toda sua volta. A ANZ espacializou músicas da rainha do rock em 3D, e preparou uma instalação na qual as caixas de som, de altíssima qualidade, foram perfeitamente posicionadas para o público escutar algumas de suas obras como nunca: vindas de todas as direções. “É uma tecnologia que permite que a gente consiga ouvir vários detalhes da música que antigamente a gente não conseguiria. Vai dar claridade aos elementos e muito mais profundidade. E vai ser superinteressante: ao invés de a música te pegar só na direita e esquerda, ela te pega em 360°”, explica João.

 

Um detalhe especial – e que vai levar a exposição a outro nível – é a visita guiada pela própria Rita. Através de QRCodes, os visitantes poderão ouvi-la contando sobre alas, peças, histórias... “Achamos que ia ficar simpático ter minha voz narrando as histórias das peças, me sinto mais íntima do visitante. Não seria exagero dizer que esta exposição vai ser a mais bacana até agora, porque foi pensada para dar alegria às pessoas no meio de tantas tristezas”.

 

Guilherme Samora chama atenção para um fato: “Rita é especial. Grande estrela desse universo. Uma mulher cheia de luz e de camadas. Ela representa a liberdade, o colorido, o amor. E é justamente isso que queremos passar na exposição. Portanto, destaco aqui a liberdade criativa que a Dançar Marketing nos concedeu. É essencial ter essa liberdade e esse apoio num projeto que envolva Rita”.

 

Para Pedro Bianco, presidente da Dançar Marketing, o projeto é especial. “Sem dúvida alguma é uma das exposições mais significativas e marcantes na história da música brasileira. É imperdível! ‘Agora só falta você’”, afirma.

 

“Na Samsung, entendemos que a conexão com os consumidores vai além dos produtos: ela é baseada em experiências únicas, como proporciona o Samsung Rock Exhibition. Temos o compromisso em fornecer serviços e estabelecer relações que inspirem as pessoas a fazerem o impossível. Estamos muito contentes em marcamos presença em mais uma edição como patrocinador máster. Rita Lee é sinônimo de sucesso e temos certeza que a exposição será inesquecível para o público”, afirma Débora Yang, gerente de marketing de Brand Experience e Eventos da Samsung Brasil.

 

Sobre a Dançar Marketing

Com uma história repleta de pioneirismo, a Dançar Marketing movimenta o mercado de marketing cultural brasileiro há 40 anos. A empresa firmou um marco importante para a democratização cultural, sendo a primeira a realizar grandes apresentações open air no país, como “Concertos de Vinólia”, o maior evento itinerante de música clássica ao ar livre já realizado no Brasil. O projeto inaugurou o Parque Ibirapuera como ponto cultural das manhãs de domingo, colocando-o como um dos principais palcos para grandes eventos em São Paulo. A relevância e sucesso do projeto conquistou também a mídia brasileira, contando com transmissões em emissoras de rádio e canais de TV, como Cultura e Bandeirantes. Fundada em 1982 a partir da criação do primeiro periódico especializado em dança da América Latina – a Revista Dançar –, a empresa reúne milhões de espectadores em seus incontáveis espetáculos, shows, projetos proprietários e sociais. Atualmente, o grupo formado por 4 empresas oferece diversos serviços na área de entretenimento e cultura, prestando consultoria para empresas como Deloitte, Vale, Ambev, IBM entre outras. Já realizou mais de 35 projetos proprietários como Avon Women in Concert, Criação Teatral Volkswagen, Dupont Basic Sound, Viagem Nestlé pela Literatura, entre outros; exposições como Riachuelo Mostra Moda e Samsung Rock Exhibition, festivais como HSBC Music Series, Telefônica Open Jazz, C&A Pop Music, Carrefour Music Fest, Festival da Padroeira e Samsung Best of Blues and Rock, além de grandes turnês internacionais de artistas icônicos como Andrea Bocelli, Luciano Pavarotti, Sarah Brightman, Ray Charles, Buddy Guy, George Benson, Joss Stone, Diana Krall, Norah Jones, Ben Harper, Chris Cornell, Jeff Beck, Richie Sambora, Seal, Joe Satriani, Tom Morello, Zakk Wylde, entre outros.

 

Conheça a história da Dançar Marketing em www.dancarmarketing.com.br

 

Serviço | Samsung Rock Exhibition Rita Lee

Data: a partir de 23 de setembro de 2021

Local: MIS - Museu da Imagem e do Som - Avenida Europa, 158, Jardim Europa - São Paulo/SP

Horário: de terça a domingo, das 10h00 às 18h00

Ingressos: a partir de R$ 25,00, nas plataformas da Ingresso Rápido e INTI

Classificação indicativa: Livre